Nova York

Eu resistia à ideia de voltar a uma cidade que eu já conhecia, enquanto havia tantas outras por aí para descobrir. Mas minha amiga Natália, a Poderosa Chefona, fez uma proposta que eu não pude recusar. Ela me convidou para uma viagem de 10 dias, em pleno outono, na melhor companhia possível e com hospedagem camarada no apartamento de um casal de amigos dela no Harlem. Eu não conhecia essa parte da cidade, que acabou se tornando uma surpresa feliz. Aqui vai nosso TOP 12 dessa viagem.

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1- Central Park

Reservoir no Central Park

Reservoir no Central Park

Não importa se você já foi a Nova York uma ou 100 vezes, o Central Park estará sempre no topo da lista. Para caminhar, correr, patinar no gelo, fazer piquenique, pegar sol, ver gente. Dessa vez, nós fizemos um brunch no feriado do Thanks Giving e uma longa caminhada do extremo norte do parque, passando pelo Reservoir ao pôr-do-sol, até o Strawberry Fields (entre as ruas 71 e 74).

Central Park no outono

Central Park no outono

2- Peça “Sleep No More

É puro teatro de imersão e arrisco dizer que foi a melhor experiência teatral que já vi (ou vivi?). A pessoa que me indicou não revelou muito da peça: me disse apenas que os espectadores entravam com máscaras e vagavam por um hotel abandonado. A dica é justamente essa: não procure saber muito e apenas se entregue. A surpresa faz parte da experiência. Ah, é um sucesso off-Broadway que lota sempre: portanto, compre com antecedência.

Com meu tio após a peça

Com meu tio após a peça

3- Show “Fuerza Bruta

Assim como “Sleep No More”, o “Fuerza Bruta” é uma atração off-Broadway que não deve ser investigada a fundo pelo espectador. Mais uma vez, apenas vá e se entregue. Criado por um grupo argentino, o “Fuerza Bruta” é um show que explora os limites do corpo e do movimento. Só posso dizer que saí de lá toda molhada (e feliz) e caí num frio de 5 graus na rua…

É tudo que eu devo mostrar para não estragar a surpresa...

É tudo que eu devo mostrar para não estragar a surpresa…

4- Lenox Jazz Club

É uma casa tradicional de jazz que funciona desde 1939, no Harlem (pertinho da estação de metrô da 125th Street). Na famosa sala com paredes em padrões de zebra, já tocaram  nomes como Billie Holiday, Miles Davis, Frank Sinatra e John Coltran. Preciso dar mais algum motivo para uma chegada no Harlem? O ambiente e a música são maravilhosos. Foi um ponto altíssimo dessa viagem.

No coração do Harlem

No coração do Harlem

5- Livraria/sebo Strands

A Strands vende livros novos, usados e raros a preços bem bacanas. Para alguém que ama literatura, a livraria pode ser uma espécie de labirinto sem saída. Quase perdermos de vez nossa amiga Eliana numa das incursões à livraria. Fica próxima à nossa amada Union Square.

Eliana com seus livros após operação de resgate na Strands

Eliana com seus livros após operação de resgate na Strands

5- Union Square

A Union Square exerce uma força centrípeta sobre nós: éramos sempre atraídas para aquela direção. É a praça dos malucos, dos pregadores, dos hare-khrishnas, dos ativistas, dos feirantes de Natal. No entorno dela, há lojas (como Best Buy), café (como o Max Brenner, o ‘café do careca’), livraria (Strands), teatro (onde passa Fuerza Bruta) etc. Uma voltinha por lá sempre agrega.

6- Chelsea Market e Highline Park (Chelsea)

Um bom programa é comprar um almoço para viagem no Chelsea Market e seguir para o Highline Park, uma passarela ferroviária desativada que foi convertida num parque público (com jardins, obras de arte e uma vista bacana). No Chelsea Market, há opções de restaurantes to-go e to-stay. Nós entramos no primeiro restaurante, onde pedi uma salada de lagosta sensacional.

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Salada de lagosta no Chelsea Market

7- Visita guiada ao Metropolitan Museum (MET)

Como o MET é um mundo, nós optamos por uma visita guiada de 1h30 pelos highlights do museu. A entrada do museu (assim como a visita guiada) é gratuita e o que existe é um preço recomendado, que você pode pagar ou não (para adulto, o preço recomendado é de US$ 25; se puder pagar mais ou preferir pagar menos, também pode). O nosso guia era um senhorzinho simpático que percorreu conosco várias seções do museu mostrando detalhadamente obras que talvez nós não prestaríamos muita atenção sozinhas. Há vários tipos de visitas guiadas, inclusive temáticas. Informe-se sobre os horários no site ou na entrada do MET.

O Cloister, por sua vez, é uma filial do MET no Harlem dedicada à arte e arquitetura medievais europeias.

8- New Museum + Habana Cafe (Soho)

Fomos até o Soho para conhecer o New Museum, voltado para arte contemporânea. Sinceramente, a exposição em cartaz na época não nos apaixonou, mas a vista do terraço sim! Vimos de lá um pôr-do-sol lindo. Depois do museu, seguimos a pé até o Habana Café (que tal um lanchinho cubano depois da exposição?). Na região, existem ainda várias lojas e brechós mais alternativos para quem quer fugir do outlet.

Final de tarde no terraço do New Museum

Final de tarde no terraço do New Museum

9- Bar Union Pool (Brooklyn)

O bar fica próximo da primeira estação de metrô do Brooklyn para quem vem de Manhattan, em Williamsburg. Tem vários ambientes, bar com balcão, pátio ao ar livre com um laguinho e um trailer de burritos, e um espaço de shows. Quando fomos, estava super cheio e animado, mesmo com o frio dolorido que maltratou as cariocas no pátio ao ar livre.

10- Levain’s Barkery (Harlem)

É um daqueles empreendimentos de bairro que nós só descobrimos porque nossos anfitriões no Harlem nos levaram para conhecer. Foram os melhores cookies da vida (quentinhos e derretidos): sorte minha que não vendem na minha rua.

10- Zoma Restaurant – Gastronomia Etíope (Harlem)

Qual é o sentido de estar numa capital cosmopolita e ficar preso no limite do conforto? Curtimos muito essa pequena aventura gastronômica na “nossa vizinhança”. Nada de decoração étnica/folclórica africana, o ambiente é super clean e a comida maravilhosa (o pãozinho picante é tudo!). Para comer com as mãos.

11- Abyssinian Baptist Church (Harlem)

Esse é um highlight pela situação inusitada. Fomos no domingo bem cedo para o culto gospel com a ideia romântica da fé e da cantoria. Já na chegada, fomos barradas no baile: um funcionário da igreja nos parou na porta e disse que o culto era apenas para os fieis e começou a negociar uma tarifa para nossa entrada, as branquelas infieis. Eram US$ 10 por pessoa, que viraram US$ 5 após meu chororô. Depois do pagamento, fomos enviadas a um cercadinho de turistas no segundo andar, de onde pudemos acompanhar o culto (que, aliás, é bem bonito em termos musicais e dançantes).

12- Pôr-do-sol no Battery Park

No último dia, eu me despedi do meu tio e de Nova York com esse pôr-do-sol no Battery Park. Quem quiser emendar, tem um PJ Clarke’s com vista para rio Hudson por ali.

See you soon, New York!

See you soon, New York!

Obs: Fizemos também uma série de outras coisas, como Top of the Rock, Magnolia Bakery, Moma, Century 21, Times Square. Esses, porém, foram nossos momentos altos na viagem.

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