[Índia 5] Jodhpur e Mumbai

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Jodhpur, a “Cidade Azul”

Em Jodhpur, ficamos hospedados num “hotel heritage”, uma experiência que vale a pena viver na Índia. Nosso hotel era a antiga residência do chefe da guarda do marajá de Jodhpur. Fomos recebidos pelo neto que gerencia o hotel. Ele nos mostrou a mansão, além de fotos dos casamentos da família que até hoje duram cinco dias.

The Koti Heritage: o quarto mantém o mobiliário original. A cama, por exemplo, era tão alta que precisávamos de uma escadinha de madeira para subi-la. O hotel ainda tinha um jardim interno, onde era servido o café-da-manhã e o jantar (vegetariano e excelente!). US$ 43/diária de casal com café-da-manhã.

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[Índia 4] Fatehpur Sikri, Jaipur e Pushkar

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Jaipur e a Índia dos marajás

No caminho para Jaipur, paramos em Fatehpur Sikri, uma cidade mongol muito bem preservada a 37 km de Agra. Os ingleses chegaram em Fatehpur Sikri em 1583 e ficaram maravilhados com uma cidade que excedia Londres em população – como também em diamantes, rubis, sedas e outras maravilhas. A cidade chegou a ser, por um período, a sede do Império Mongol.

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[Índia 3] Agra e Taj Mahal

Primeira parada em Agra: Baby Taj

Primeira parada em Agra: Baby Taj

Chegamos de carro em Agra à tarde e paramos no Baby Taj (Itimad-ud-daula’s Tomb), um mausoléu de mármore branco do período mongol. É uma pérola, que lembra o Taj Mahal em miniatura. É conhecido ainda como “porta-joias de mármore” e marca a transição das construções em arenito vermelho (como o Red Fort de Nova Délhi) para o mármore. O monumento fica à beira de um rio que corta a cidade e oferece uma visão distante do Taj.

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[Índia 2] Nova Délhi

 

Red Fort e Humayun's Tomb

Red Fort e Humayun’s Tomb

Em geral, ninguém se apaixona por Nova Délhi. É caótica, barulhenta, engarrafada. É um lugar para onde as pessoas migram para fazer dinheiro. Nós reservamos 2 dias para Délhi. Ficamos num hotel moderno (e incrivelmente barato) perto de Connaught Place, uma região comercial da cidade. No hotel, fechamos um motorista para fazer todas as atrações de Délhi (sem saber que passaríamos a metade do dia num trânsito surreal) e outro para fazermos Agra, Jaipur e Jodhpur com mais agilidade. Como já havíamos reservado um voo de Jodhpur para Mumbai, teríamos que estar na cidade naquela data exata. Não havia muito tempo, mas – se houvesse – eu faria tudo de trem por conta própria.

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[Índia 1] Varanasi

O passeio no Ganges ao amanhecer

O passeio no Ganges ao amanhecer

Fomos de Kathmandu para Varanasi num voo (caro!) da Air India. É ridiculamente mais barato ir de Kathmandu para Nova Délhi, mas eu estava cismada em passar por Varanasi, a cidade viva mais antiga do mundo. Já no aeroporto, começa sua luta pela sobrevivência. Ainda na fila da imigração, nós podíamos ver vários homens cercando a esteira das malas. Eles não são funcionários do aeroporto, mas pessoas que pegam sua bagagem (direto na esteira!) para ganhar uma gorjeta. Eu dei um chega para lá e puxei sozinha minha mala. Na saída, mais confusão: mil pessoas oferecendo táxi e brigando entre si. Fomos num quiosque supostamente autorizado e pegamos um táxi com um sikh de turbante que dirigia perigosamente pelas ruas lotadas da cidade. Normal.

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[Nepal 3] Chitwan-Kathmandu

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Safári em Chitwan

Nosso último dia de trekking começou por volta de 04h30 da manhã. Saímos no escuro para ver o dia nascer em Poon Hill e, depois do espetáculo, descemos a montanha de volta para Nayapul. Esse trekking costuma ser feito em quatro e não em três dias. Então, tivemos que apertar o passo e segurar os joelhos nessa descida. Foi um dia especialmente pesado e chegamos de volta no Trekkers Inn, em Pokhara, por volta de 19h. Estávamos completamente destruídos. Na programação original, pegaríamos um ônibus para Chitwan no dia seguinte às 7h da manhã. Até cogitamos trocar por outro horário, mas… não existia outro horário. Esse era o único ônibus do dia!

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Orçamento – Nepal e Índia

VOOS:

  • RIO-KATHMANDU* + MUMBAI-RIO* – Qatar Airlines – R$ 4.113,00 com taxas
  • KATHMANDU – POKHARA – Buddha Air – US$ 50 (dólares)
  • CHITWAN – KATHMANDU – Buddha Air – US$ 75 (dólares)
  • KATHMANDU-VARANASI – Air India – R$ 480 (reais)
  • VARANASI – NOVA DÉLHI – Spice Jet – R$ 203 (reais)
  • JODHPUR – MUMBAI – Jet Airways – R$ 212 (reais)

* Conexões em SP e Doha.

Obs: As empresas aéreas do Nepal têm sites ainda muito precários, sem sistema de compra online. É bem burocrático mesmo, você precisa mandar um email para a empresa e aguardar (no meu caso, sem sucesso) um retorno delas. Acabei comprando as passagens da Buddha Air com um agente de turismo mesmo. No caso das empresas indianas, são bem modernas, não coloquei o preço em dólares, porque os sites costumam mostrar o preço em rúpias e fiz a conversão diretamente para reais na minha tabela de controle. 🙂

HOTÉIS:

  • Cada um gastou cerca de U$ 530 na soma de todos os hotéis.

DINHEIRO EM ESPÉCIE  E TRAVEL MONEY:

  • Levei cerca de U$ 2 mil entre espécie e cartão visa travel money. Usei boa parte para pagar hoteis e passeios na viagem. Não precisei utilizar o cartão de crédito tanto.

COTAÇÃO DO DÓLAR:

  • Estava em R$ 2,10 e o governo ainda não cobrava IOF de cartões pré-pagos como visa travel money.

Roteiro – Índia e Nepal

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1° dia ao 3° dia: voo Rio-SP-Doha-Kathmandu (TAM + Qatar Airlines)

Saímos na noite de sexta-feira do Rio e chegamos por volta do horário do almoço no domingo em Kathmandu. Fizemos uma conexão com espera de cerca de 5h em Doha. Não é possível sair do aeroporto.

3° dia: chegada em Kathmandu. Noite em Kathmandu.

4° dia: Kathmandu, Boudhanath e subida para Nagarkot no final da tarde. Noite em Nagarkot.

5° dia: Nascer do sol em Nagarkot e voo para Pokhara. Noite em Pokhara.

6° dia: Início do trekking para Poon Hill (Circuito do Annapurna). Noite em tea house.

7° dia: Trekking. Noite em tea house (Ghorepani).

8°º dia: Nascer do sol em Poon Hill e descida para Pokhara. Noite em Pokhara.

9° dia: Ônibus para Chitwan. Noite em Chitwan.

10° dia: Chitwan. Noite em Chitwan.

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A Índia em 3 livros

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“Esta noite a liberdade” (Dominique La Pierre e Larry Collins, 598 páginas): este é um livro fundamental para compreender a Índia no século 19, a luta pela independência e os personagens que a marcaram: Mahatma Gandhi, Jawaharlal Nehru (braço direto de Gandhi no Partido do Congresso e depois primeiro-ministro da Índia independente), Muhammad Ali Jinnad (fundador do Estado do Paquistão e peça-chave da partilha da Índia) e Louis Montbatten (último Vice-Rei da Índia, responsável pela negociação de uma “saída honrosa” para a Inglaterra do país). O livro analisa o jogo de xadrez político da descolonização e da partilha, mas também retrata os costumes e as crenças dos homens comuns (hindus, mulçumanos, sikhs) que ajudam a compor esse mosaico. É um livro intenso do início ao fim, que me convenceu ainda mais da importância de fazer essa viagem. Ah, importante, só achei o livro em sebo. É possível comprar usado pelo site da Estante Virtual.

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